top of page

Giorgia Meloni considera eleições antecipadas diante de pressões políticas na Itália

  • há 2 dias
  • 1 min de leitura


A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, está avaliando a possibilidade de antecipar as eleições gerais no país. Esta decisão surge em meio a preocupações sobre um possível desgaste prolongado do governo até 2027. Embora não seja a primeira opção, a ideia de eleições antecipadas está ganhando força entre os membros do partido Irmãos da Itália (FdI), que temem um "desgaste lento" da administração atual.


Meloni, que está no poder há cerca de três anos e meio, enfrenta desafios após uma derrota significativa em um referendo sobre o sistema judiciário. Essa derrota aumentou as preocupações sobre a queda nas intenções de voto, que já indicam uma possível diminuição de dois pontos percentuais na próxima semana. Em um jantar recente com os vice-premiês Matteo Salvini e Antonio Tajani, Meloni discutiu a possibilidade de antecipar as eleições, conforme relatado pelo jornal La Repubblica.


O governo também enfrenta tensões internas, especialmente no Conselho de Ministros, onde há pressão por mais recursos para o setor empresarial. No entanto, o ministro da Economia, Giancarlo Giorgetti, resiste a aumentar os gastos para não comprometer a meta de manter o déficit abaixo de 3% do PIB, uma exigência da União Europeia. Além disso, a falta de recursos ameaça o aumento dos gastos com defesa, uma prioridade nas relações com os Estados Unidos.


Embora Meloni descarte uma reforma ampla no gabinete, ela precisa preencher a vaga deixada por Daniela Santanchè. Luca Zaia, governador do Vêneto, é um dos nomes cotados para assumir uma pasta, devido ao seu bom relacionamento com a primeira-ministra. No partido, há um movimento de "limpeza interna", com intervenções planejadas em diretórios regionais, como o da Sicília.



Comentários


bottom of page