
Morte de vigilante em obra olímpica na Itália reacende debate sobre condições de trabalho
- 13 de jan.
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Um vigilante de 55 anos, Pietro Zantonini, faleceu enquanto trabalhava em uma obra das Olimpíadas de Inverno de 2026, em Cortina d’Ampezzo, Itália. A morte ocorreu durante um turno noturno, sob temperaturas de -16ºC, levantando preocupações sobre as condições de trabalho no local.
Zantonini, natural de Brindisi, estava empregado por uma empresa terceirizada e cumpria turnos de 12 horas na arena destinada às competições de curling. Ele havia se mudado para a região do Vêneto em setembro de 2025 para este trabalho temporário, que deveria durar até o final de janeiro. O incidente fatal aconteceu na madrugada de 9 de janeiro, quando Zantonini passou mal e conseguiu chamar ajuda antes de sucumbir. Apesar dos esforços de reanimação, ele não resistiu.
A esposa de Zantonini registrou uma queixa formal, e o Ministério Público de Belluno, liderado pelo promotor Claudio Fabris, ordenou uma autópsia para determinar se o frio extremo e as longas jornadas contribuíram para a morte. O advogado da família, Francesco Dragone, destacou que Zantonini frequentemente expressava descontentamento com as condições de trabalho.
A empresa Simico, responsável por parte das obras, expressou condolências, mas afirmou que o local do incidente não estava sob sua responsabilidade. Roberto Toigo, do sindicato Uil Veneto, considerou a situação gravíssima se confirmada a relação entre a morte e as condições de trabalho. O vice-premiê Matteo Salvini solicitou informações sobre o contrato de trabalho de Zantonini, enfatizando que a segurança deve ser prioridade.

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