
Diáspora italiana é ativo estratégico, afirma jurista em debate sobre cidadania
A diáspora italiana é vista como um recurso estratégico para a Itália, conforme defendido pelo professor Zeno Zencovich, da Universidade Roma Tre. Durante um seminário jurídico realizado no Conselho Nacional Forense em Roma, Zencovich discutiu os impactos do Decreto-Lei 36/25, conhecido como Decreto Tajani, que aborda o reconhecimento da cidadania italiana por descendência.
O professor Zencovich destacou que os italianos no exterior são parte essencial da comunidade nacional e não devem ser considerados um problema. Ele argumentou que a cidadania não deve ser vista apenas sob uma perspectiva legal, mas como uma relação dinâmica entre o indivíduo e o Estado. "A cidadania é uma conexão jurídica concreta que pode evoluir ao longo do tempo", afirmou.
Zencovich enfatizou a relevância dos laços culturais e afetivos mantidos por milhões de descendentes de italianos ao redor do mundo. Ele criticou a visão burocrática do decreto, que ignora o valor social e político da diáspora italiana. "Reduzir a cidadania a um mero processo administrativo é uma abordagem limitada e prejudicial", disse.
O seminário, que contou com a presença de magistrados e especialistas, antecede uma audiência da Corte Constitucional marcada para 11 de março. Esta audiência avaliará a legitimidade do Decreto-Lei 36/25, podendo impactar o acesso à cidadania italiana para milhões de descendentes. Zencovich concluiu que a cidadania por descendência deve ser vista como um meio de fortalecer a nação, e não como um entrave burocrático.



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