
Produtividade do turismo italiano é baixa e desafia economia do país
- Bruno Marchesini
- há 2 dias
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Um estudo recente da Eurostat revela que o turismo, um dos setores mais emblemáticos da Itália, está entre os que menos contribuem para a economia do país. Em 2023, o valor adicionado médio por trabalhador no setor foi de apenas 27.800 euros, enquanto a média nacional é de 63.200 euros. Em contraste, o setor de energia lidera com 385.700 euros por trabalhador, seguido pela manufatura farmacêutica (167.800 euros) e a indústria química (121.400 euros).
Além do turismo, outros setores também estão abaixo da média nacional, como a eletrônica (89.800 euros) e as TIC (85.000 euros). Por outro lado, setores como o automotivo (113.500 euros) e o aeroespacial (103.100 euros) apresentam resultados superiores. A baixa produtividade do turismo reflete problemas estruturais mais amplos, com a produtividade italiana estagnada, apesar de uma carga de trabalho acima da média europeia.
A economia italiana é dominada por pequenas e médias empresas, que representam 99% do total, com 94% sendo microempresas. Embora essas empresas tenham um papel significativo no PIB, elas geram menos valor comparadas às grandes corporações, que, apesar de representarem apenas 0,1% do total, contribuem com um terço do valor adicionado do país. A predominância de empresas familiares, que são 85% do total, resulta em uma gestão conservadora, com menor propensão ao risco e inovação.
A modernização tecnológica é vista como uma solução para a estagnação econômica. A adoção de tecnologias digitais, como inteligência artificial e e-commerce, pode aumentar a produtividade das pequenas e médias empresas em até 15%, segundo a OCDE. Superar os desafios econômicos da Itália requer planejamento estratégico e a superação de barreiras que limitam o potencial do país há décadas.







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