Funcionária pública é demitida por justa causa após vigilância eletrônica
- Bruno Marchesini
- 11 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Funcionária pública é demitida por justa causa após vigilância eletrônica
Os Estados Unidos estão considerando uma mudança significativa em suas políticas de entrada para visitantes estrangeiros. O Customs and Border Protection (CBP), agência responsável pela segurança das fronteiras, propôs que turistas forneçam uma lista de suas contas em redes sociais dos últimos cinco anos antes de entrar no país. Essa medida, se aprovada, alteraria as regras do ESTA, sistema eletrônico que atualmente permite a entrada de cidadãos de 42 países sem visto formal.
A proposta coincide com a realização da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México, evento que atrairá milhões de visitantes. Especialistas alertam que essa exigência pode complicar o processo de entrada, aumentando o tempo de espera e potencialmente levando a recusas de entrada baseadas em interpretações errôneas de conteúdo online.
O debate sobre privacidade é central nesta proposta. Nos EUA, a proteção de dados pessoais não é tão abrangente quanto o GDPR da União Europeia. Enquanto a UE possui regulamentações rigorosas sobre coleta e uso de dados, a proposta americana permitiria acesso a informações pessoais, como opiniões políticas e hábitos culturais, que são fortemente protegidas na Europa.
Embora o CBP afirme que a medida não impede viagens, a omissão de informações pode resultar na negação da autorização de entrada. Anteriormente, os formulários ESTA incluíam campos opcionais sobre redes sociais, mas a nova proposta sugere uma transição para a obrigatoriedade.
O controle das redes sociais apresenta riscos de interpretações errôneas, especialmente quando os conteúdos são irônicos ou contextuais. Isso pode levar a suspeitas infundadas e perfilamento baseado em percepções equivocadas, levantando questões éticas e legais sobre a eficácia e a necessidade de tal vigilância.







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