Imigrantes Contribuem Significativamente para a Economia Italiana
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- 23 de out. de 2025
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Um estudo recente da Fundação Leone Moressa, divulgado pela mídia italiana em 19 de outubro, destaca a importância dos imigrantes na economia da Itália. Segundo o levantamento, os estrangeiros geram € 177 bilhões em valor agregado, representando 9% do total da riqueza produzida no país. Este dado sublinha o papel crucial dos imigrantes em um contexto de estagnação demográfica e diminuição da força de trabalho.
No Vêneto, os imigrantes são responsáveis por € 19,8 bilhões do valor gerado, superando o total combinado das regiões do Sul e Ilhas, que é de € 19,2 bilhões. Em termos proporcionais, o Vêneto tem uma participação de 10,9%, ficando atrás apenas de Ligúria, Emília-Romanha e Toscana. A agricultura é um setor significativo, empregando 18% da mão de obra estrangeira.
O estudo estima que 2,51 milhões de trabalhadores estrangeiros estão empregados regularmente na Itália, além de outros 2 milhões já naturalizados. Apesar de representarem 10,5% dos trabalhadores, muitos estão em setores de menor remuneração, como agricultura e construção civil. Patrizio Bertin, presidente da Confcommercio Veneto, enfatiza a necessidade desses trabalhadores, mesmo que sejam direcionados a funções menos remuneradas. A média salarial dos imigrantes é € 8 mil inferior à dos italianos, agravada por contratos clandestinos.
Projeções da Eurostat indicam que, até 2050, a Itália pode perder 1 milhão de residentes e 3 milhões de trabalhadores, resultando em uma queda de 11% no PIB. Sem a imigração, a população diminuiria em 9 milhões, com um impacto de -25,6% no valor agregado nacional. Bertin defende políticas para reter jovens formados e atrair estudantes estrangeiros, além de medidas para reverter a baixa natalidade, afirmando que "é preciso mostrar que este não é apenas um país para velhos".







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