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Projeto de Lei nos EUA Pressiona Dupla Cidadania de Americanos na Europa

  • Foto do escritor: Bruno Marchesini
    Bruno Marchesini
  • 15 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura


Projeto de Lei nos EUA Pressiona Dupla Cidadania de Americanos na Europa


Uma proposta legislativa nos Estados Unidos está gerando discussões entre americanos com dupla cidadania que vivem na Europa. O projeto "Exclusive Citizenship Act of 2025", apresentado pelo senador Bernie Moreno, de Ohio, em 1º de dezembro de 2025, sugere que cidadãos americanos com dupla nacionalidade escolham entre o passaporte dos EUA ou outro. Embora especialistas considerem a proposta inconstitucional e improvável de ser aprovada, ela causou preocupação entre os expatriados. A editora europeia The Local realizou uma pesquisa com 146 leitores em países como Suécia, Alemanha, França, Itália, Espanha, Dinamarca, Suíça, Áustria e Noruega. Dos entrevistados, 72 afirmaram que renunciariam à cidadania americana se obrigados a escolher. Muitos expressaram tristeza, mas destacaram um maior apego à vida na Europa. Sara Anthony, do Oregon, vivendo na Alemanha, disse que não deseja mais ser americana devido a questões políticas e financeiras. Patrick L., de Wisconsin, agora em Berlim, compartilhou sentimentos semelhantes, afirmando não reconhecer mais seu país de origem. Angela, de Michigan, que reside em Paris, e Ryan, da Califórnia, casado com uma francesa, também manifestaram preferências pela Europa. Questões de segurança pessoal foram mencionadas por Orion Diamond, do Arizona, e Eden Gallanter, de San Francisco, que se mudaram para a Suécia por segurança. Apesar das preocupações, alguns entrevistados preferem a qualidade de vida europeia. Zachery Schaftlein, do Tennessee, que mora em Estocolmo, destacou melhores condições de trabalho na Europa. Richard DeCarlo, de Nova York, vivendo na França, elogiou o foco europeu na família e sustentabilidade. Por outro lado, cerca de um quarto dos entrevistados manteria a cidadania americana devido a custos financeiros e laços emocionais. Ian, em Estocolmo, e Charles Vestal, em Berlim, mencionaram o impacto econômico de renunciar à cidadania. Conner, da Califórnia, agora na Irlanda, e Kent Ozkum, de Washington D.C., na França, expressaram dificuldades em abandonar sua identidade americana. Alguns ainda estão indecisos, como Larry Schulz, em Munique, que pondera sobre o futuro político dos EUA. Bob, do Colorado, também prefere aguardar antes de tomar uma decisão. A pesquisa YouGov indica que apenas 31% dos americanos apoiam a exigência de renúncia de cidadania estrangeira. A Constituição dos EUA protege a cidadania de nascidos ou naturalizados no país, e a Suprema Corte já decidiu que o governo não pode revogar a cidadania como punição.



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