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Proposta do MAIE sugere exigência de italiano B1 para bisnetos obterem cidadania

  • Foto do escritor: Bruno Marchesini
    Bruno Marchesini
  • 22 de nov. de 2025
  • 1 min de leitura

Atualizado: 11 de dez. de 2025


Proposta do MAIE sugere exigência de italiano B1 para bisnetos obterem cidadania



Uma proposta do Movimento Associativo Italiani all’Estero (MAIE) sugere que bisnetos de italianos só possam obter cidadania se comprovarem proficiência em italiano nível B1. A iniciativa, apresentada em 19 de abril, visa reforçar a ligação cultural com a Itália. No entanto, dados da OCDE indicam que mais de um terço dos italianos adultos não passaria nesse teste, destacando um paradoxo na exigência.


O deputado Franco Tirelli apresentou um texto que mantém a cidadania direta para filhos e netos de italianos, mas exige certificado de proficiência B1 para bisnetos e gerações posteriores. A proposta também busca validar a conexão cultural e linguística com a Itália, além de ampliar o ius sanguinis após reformas recentes.


Segundo a OCDE, 35% dos adultos italianos têm habilidades de leitura e escrita limitadas, não superando o nível 1 em literacy. Apenas 5% atingem níveis avançados, capazes de interpretar textos complexos. Em matemática, a situação é semelhante, com 35% não ultrapassando o nível 1. O sul da Itália apresenta índices ainda mais baixos, especialmente entre pessoas de 55 a 65 anos.


O nível B1, necessário para naturalização por casamento e alguns concursos públicos, requer compreensão e produção de textos contínuos e interpretação de instruções. A OCDE aponta que muitos italianos não possuem essas habilidades, tornando a exigência para descendentes no exterior uma questão controversa.



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