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Cidadania Italiana: Brasil se Destaca em 2024

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  • 2 de nov. de 2025
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Em 2024, o Brasil liderou o reconhecimento de cidadania italiana, com um aumento de 4,4% em relação ao ano anterior. Segundo o Instituto Nacional de Estatística da Itália (Istat), 121 mil pessoas obtiveram a cidadania, comparado a 116 mil em 2023. O princípio do jus sanguinis foi responsável por 52% dos casos, destacando a América do Sul como a região com mais reconhecimentos, especialmente o Brasil, com mais de 41 mil novos cidadãos italianos. A Argentina ficou em segundo lugar, com cerca de 33 mil reconhecimentos.


Os consulados de São Paulo e Buenos Aires foram os mais ativos, com quase 21 mil e mais de 12 mil cidadanias reconhecidas, respectivamente. Juntos, eles representaram 28,4% de todas as cidadanias italianas concedidas globalmente em 2023. Na Europa, os números foram mais modestos, com cerca de 14 mil reconhecimentos.


Espera-se que as reformas na lei de cidadania, aprovadas em maio de 2025, reduzam os números de reconhecimento. As novas regras limitam o reconhecimento por descendência direta nos consulados e municípios italianos, tornando a via judicial a única opção viável para muitos descendentes, especialmente na América do Sul. O Decreto Tajani agora exige vínculos efetivos com a Itália.


Os tribunais italianos continuam a receber processos e emitir sentenças favoráveis, mas apenas para ações iniciadas antes da nova legislação. A Corte Constitucional está revisando a constitucionalidade da nova norma, com uma decisão esperada para maio de 2026. Especialistas em direito constitucional acreditam que a lei pode ser considerada inconstitucional, por violar o princípio do jus sanguinis.


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